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quinta-feira, novembro 07, 2013

Graus de Liberdade





Outro dia fui apresentada a um conceito da física que muito me intrigou. Meu namorado me falou sobre os graus de liberdade.  Eu nunca gostei de física, mas devo confessar que esse conceito de liberdade não pareceu chato ou enfadonho e sim poético. Bom, ao menos a parte que eu consegui entender.

E você deve estar se perguntado: “O que diz afinal esse conceito?” Calma, eu explico. Ou melhor, a Wikipédia explica: “Graus de liberdade é um termo genérico utilizado em referência a quantidade mínima de números reais necessários para determinar completamente o estado físico de um dado sistema. Este conceito é empregado em mecânica clássica e termodinâmica. Na mecânica, para cada partícula do sistema e para cada direção em que esta é capaz de mover-se existem dois graus de liberdade, um relacionado com a posição e outro com a velocidade”.

Não vou me meter a explicar física, mas eu achei muito interessante que até física tenta estabelecer numericamente a liberdade de um objeto.  E isso me fez pensar a respeito de liberdade. Será que somos realmente livres? Nossas crenças, nossos sonhos, nossa opinião sobre nós mesmos, nosso dinheiro determinam não só os fatores básicos que direcionam nossas vidas, mas os supérfluos também. 

O fato de eu ter nascido em Goiás e não em Massachusetts determina toda a minha existência. Minhas escolhas profissionais, pessoais e até os meus hábitos culinários. Você e eu somos realmente livres para escolhermos a vida desejada ou somos ancorados pelas circunstâncias reais que nós prendem? 

Pelo que pude entender somos presos, mas temos uma “pequena liberdade” que pode direcionar ou mesmo determinar nosso grau de satisfação com nós mesmos e também com o espaço tempo.  Não podemos escolher onde vamos nascer, nem mesmos algumas características genéticas (ao menos, não ainda).  

Porém, podemos escolher qual emprego teremos, determinar quanto queremos ganhar e com quem vamos nós casar.  De fato essa escolha pode demandar tempo, investimento e em alguns casos sofrimento, mas ainda que essa liberdade seja restrita, ela existe. 

É essa liberdade que define se você irá ou não postar algo estranho, obsceno ou provocativo no facebook. É essa liberdade que diz que você irá se ofender com algo ou deixará para lá, é essa liberdade que define que você irá desistir ou continuar.  Temos alguns graus de liberdade que nos separa de quem deveríamos ser.








segunda-feira, novembro 04, 2013

Síndrome do andarilho.



Às vezes somos acometidos por um desespero tão intenso que a vontade é de sair do corpo. Como sair do corpo não é algo tão comum ou fácil vejo muitas pessoas sofrerem da síndrome do andarilho.

Para quem não conhece essa nova síndrome que eu acabei de inventar, eu explico, é o hábito de correr e andar por aí para organizar as ideias ou simplesmente esvaziar o peso do peito. 

Esse hábito não é tão inusitado assim inclusive o cinema já o eternizou tal comportamento no filme Forest Gump.  Um belo dia, Forest decidi correr e assim o faz seguindo os seus instintos mais profundos de organizar a mente. 

Andar ou correr alivia a tensão e faz a mente trabalhar melhor, com certeza deve ter um estudo comprovando tal fato, mas eu estou apenas escrevendo sobre a minha opinião sobre o caso.

Lembro de um amigo que ao terminar com a namorada ficou tão transtornado que decidiu andar pela cidade. Ele caminhou durante quatro horas sem rumo até ficar escuro e longe demais para que ele pudesse retornar caminhando e teve que ligar e pedir uma carona para o pai.

Outra história parecida eu ouvi de um motorista de táxi em Florianópolis. Ele me contou que uma vez foi buscar uma senhora em casa já tarde da noite e as únicas palavras que ela disse durante todo o trajeto foram: "Eu tenho cem reais e quero que você rode até consumir todo esse dinheiro e depois me deixe em casa"

A senhora não se importou com o itinerário que o taxista seguiu ela só queria mudar a paisagem, mas às vezes a má vizinhança e a disposição física não permitem essa caminhada e por isso ela teve que chamar um táxi para poder fugir das suas paredes tão conhecidas e desta agonia tão desesperadora.

Essas histórias me fazem perceber que andar é muito bom para poder gastar a raiva, a tristeza e o desespero que fica no corpo, mas sempre teremos que voltar para casa (corpo) para controlar nossos sentimentos e construir uma vida da qual não precisamos fugir.


segunda-feira, outubro 28, 2013

A culpa é das estrelas - Uma resenha nada usual.

Acabo de ler o livro " A culpa é das estrelas". Li o livro todo em menos 10 horas. Estou me tornando realmente boa em ler livros relativamente grandes (259 páginas) em pouco tempo. Esse sempre foi o meu talento secreto. Não é nenhum mérito ler esse livro rapidamente (ele é bem escrito) e eu já gostava do John Green antes de saber que ele escrevia livros.

Eu assisto os vídeos do John Green  no youtube, ou melhor, eu tento assistir seus vídeos. Quase nunca existe legenda. Ele fala rápido demais com piadas muito específicas que meu conhecimento da cultura inglesa nem sempre consegue acompanhar, mas eu persisto porque as partes que eu entendo, são realmente relevantes e engraçadas. Quem quiser acompanhar seu vídeos é só acessar: http://www.youtube.com/watch?v=qwZIhJq9xBU

Finalmente um livro sobre adolescentes e para adolescentes que mostra uma visão realista da vida. Nada de personagens com super poderes ou de relacionamentos idealizados  ou de situações mágicas e inexplicáveis. O autor conseguiu escrever um best-seller sem nem um pingo de fantasia ou idealizações. Em crepúsculo é fácil identificar personagens idealizados, mas nesse livro não há nada idealizado. No livro  a Culpa é das Estrelas o autor mostra a vida como ela é, ou seja, diferente daquilo que a gente gostaria que fosse.

Basicamente,  o romance  mostra a vida de dois jovens adolescentes que tem câncer terminal e que são inteligentes, espertos e apaixonados. Pessoas reais, com problemas reais fazendo coisas corriqueiras como ver um filme, ler um livro, jogar videogame.

O que torna esse livro especial. É a visão que Hanzel e Gus têm da vida e principalmente a forma como eles encaram a morte.  Raramente um adolescente possui essa visão, mas eu dou um desconto porque a morte é realmente capaz de ensinar as pessoas a viverem de verdade.

Super recomendo esse livro que imediatamente entrou na minha lista de livros interessantes. Um livro bom para ler quando a chuva vem. Um livro com frases magnificas e que me fez lembrar que as coisas boas da vida podem e vão acabar de uma forma não planejada e mesmo assim fazer muito sentido.












O segredo do pão de queijo



O dia não começa para mim se não houver um pão de queijo quente para anunciá-lo. Comer pão de queijo é muito mais que um hábito pessoal, já se tornou uma tradição local.  Afinal, Goiânia é a terra do pão de queijo. Eu sei que os mineiros levam a fama do estado do pão de queijo, mas nós não ficamos para trás. E não tem nada melhor que um pão de queijo quente com muito queijo acompanhado de um café igualmente quente.

Toda esquina tem uma padaria, uma lanchonete, um lugar qualquer que vende pão de queijo. O problema é que nem sempre é pão de queijo de verdade. Na maioria das vezes é pão de essência. Algo que se parece com queijo, mas não é queijo. O pão de essência engana a primeira vista, mas não consegue enganar o paladar treinado dos Goianos.

Ouvi de uma amiga um caso muito interessante sobre uma empresa mineira que fabricava pão de queijo congelado. Esta empresa foi vendida para um grupo de chineses que acharam queijo muito caro e decidiram substituí-lo por essência. O resultado foi uma tragédia é claro. Os chineses perderam vários clientes e decidiram que voltar a fórmula original seria muito, mas muito mais rentável. 

O segredo desse pão de queijo e de todos os outros é tão simples que me parece muito besta mencionar. O segredo do pão de queijo é o queijo. O que me irrita é que o segredo é muito óbvio. Claro que para fazer um pão de queijo é preciso tirar os anéis e o relógio e colocar a mão na massa. Também é preciso superar a gastura de ter aquela meleca amarela grudada nos dedos. Podemos aplicar a mesma lógica de fazer pão de queijo na nossa vida diária. Não adianta achar que o segredo é algo complicado e inalcançável.  O que realmente quero dizer com isso é que: Não existe formulas. O segredo é agir.

segunda-feira, outubro 21, 2013

Serendipitiy





Na língua portuguesa a palavra saudade representa a melancolia causada pela lembrança. Só os falantes de língua portuguesa têm o privilégio de usar essa palavra única para expressar esse sentimento de ausência. Em outros países as pessoas também sentem saudade, só que vão ter que explicar essa falta em mais de uma palavra.  Adoro esse tipo de expressão.


Ontem, eu descobri uma palavra nova em inglês. O nome da palavra é Serendipity. Assim como o vocábulo Saudade essa é uma palavra única para expressar uma situação. A tradução de Serendipity seria algo como: descobertas afortunadas feitas por acaso.


Acho genial quando uma pessoa descobre algo que não queria de fato encontrar. Um dos exemplos mais interessantes é o remédio Viagra usado para pacientes com disfunção erétil. Os farmacêuticos testavam esse medicamento para o uso em pacientes hipertensos até descobrirem que o outro efeito do remédio poderia ser muito, mas muito mais rentável.


Outro exemplo bacana é o bolinho petit gateau. Essa sobremesa era para ser apenas um bolinho de chocolate só que o bolinho ficou doce demais para ser servido sozinho e alguém acabou tendo a idéia de servi-lo com sorvete de creme. O sabor do sorvete consegue cortar o doce do chocolate e trazer para a sobremesa o equilíbrio perfeito.


A apresentadora do programa do GNT Micaela Góes também descobriu a profissão de organizadora por acaso. Antes ela atuava como atriz, mas uma amiga a chamou para organizar sua casa e foi desta forma que ela encontrou uma carreira bem sucedida.


Deus sabe como eu quero encontrar uma resposta para várias situações. O meu maior pesar é que nesse caso a resposta não vem para atender um desejo ou uma necessidade. Precisa estar distraído para ser agraciado pelo acaso.