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segunda-feira, setembro 30, 2013

Ominia mea mecum porto




Sempre adorei a expressão latina que diz: Ominia mea mecum porto. A tradução desta expressão para português é algo como: Tudo que tenho carrego comigo. Esta cada vez mais difícil colocar esta expressão em prática, por que o nosso modo de vida nos empurra para termos muito mais do que é realmente necessário e acabamos nós perdendo no meio desses excessos.

Já tive muita dificuldade de fazer malas e isso sempre foi um problema em viagens. Hoje carrego muito menos do que antigamente, mas sei que posso diminuir meu fardo, tanto o físico como o emocional. Afinal, é um consenso entre os viajantes que quanto mais leve a mala, mais rápida e tranquila é a caminhada.

Lembro de uma conversa com um amigo psicólogo sobre o meu processo terapêutico. Eu disse: “Quando eu comecei na terapia eu achava que meu terapeuta era um carregador de malas, hoje eu o vejo com um consultor de bagagens.” Antes era difícil demais carregar todos os pesos e eu queria alguém para dividir os meus problemas, mas um terapeuta não pode te ajudar a carregar os seus pesos, ninguém pode.

Fazer terapia me ajudou a abrir a mala dos sentimentos, me fez trazer alguns dos meus sentimentos embolorados para a luz da consciência. Foi na terapia que eu percebi que muito dos meus comportamentos não serviam mais e eu tive que abandoná-los. Aprendi a colocar em prática a frase: Para ter a vida que você quer precisa deixar de lado os hábitos da vida que você tem. E isso foi aterrorizante, pois eu tinha que enfrentar o desconhecido e aprender a confiar no que ainda não existia. E esse é um exercício para a vida inteira.

Eu sei como é difícil se livrar dos fardos, mas eu também tenho certeza que eu vou passar cada dia da minha vida buscando tornar meu fardo mais leve, por que só dessa forma é possível avançar na vida. E avançar é o meu desejo mais profundo.

segunda-feira, julho 29, 2013

Um relato minimalista

Fiquei muito feliz  em participar mesmo que de forma singela de um dos meus blogs favoritos: The Busy Woman and the Stripy Cat.  Escrevi um pequeno relato sobre a forma como eu me organizei para ter uma vida mais simples. Sei que ainda tenho muito o que simplificar e organizar, mas considero que já dei um grande passo.

Confira o texto no seguinte link:  Vida Simples de Pessoas Reais Débora

terça-feira, abril 23, 2013

Quarto Minimalista



Às vezes tudo que você quer e precisa é de simplicidade. Os excessos podem nós afastar daquilo que é mais importante e distrair o olhar. Eu simplismente me apaixonei pela imagem deste primeiro quarto, mas não sei consegueria viver em um quarto sem nem um aparador de livros ou de roupas. Bom, mas a imagem é linda mesmo assim e eu adoro. Só tiraria aquele ovo de avestruz que está no canto. 
Esse quarto sintetiza aquilo que é mais importante em um quarto. Uma cama e uma bela paisagem para observar nos dias que você se cansar de dormir. Porém, este quarto apresenta algumas dificuldades. Deve ser complicado dormir até mais tarde com tanta luz e também deve ser complicado levantar de uma cama tão baixa. Não consigo deixar de achar essa imagem bonita.

segunda-feira, abril 22, 2013

O minimalismo de Steve Jobs

Tem um ano que eu comecei a me interessar por um estilo de vida mais simples e desde de então comecei a buscar exemplos de pessoas que realmente tivessem um comportamento minimalista. Eis, que ao ler a biografia de Steve Jobs eu descubro entre muitas outras coisas, que ele não era só um dos criadores da Apple, mas uma pessoa minimalista. 

Não é só o design dos produtos da Apple que têm esse traço marcante de simplicidade e utilidade.  Uma leitura mais profunda mostra que Steve foi muito mais que um design revolucionário e ler os detalhes de sua história me leva a chegar a seguinte conclusão: O seu perfecionismo era ao mesmo tempo sua maior qualidade e o seu maior defeito. 

 No entanto, Jobs não era minimalista por ser uma pessoa simples. Sim, ele até tentava ser uma pessoa simples e em muitos momentos buscou alcançar a iluminação, mas ele foi boa parte do tempo uma pessoa muito complexa e pedante.

Sua casa com pouquissimos móveis retrata não só o minimalismo, mas principalmente o seu perfecionismo. Ele não tinha movéis, pois não conseguia aceitar nada além daquilo que ele julgava perfeito. Não era da sua natureza aceitar qualquer objeto só para preencher espaços vazios. De qualquer forma e apesar dos seus defeitos os habitos minimalista de Steve Jobs e sua forma quase obsessiva de dar forma há um objeto transformaram o mundo. 

 











 


domingo, março 24, 2013

Papa Francisco e suas lições minimalistas.





Tenho a impressão que a vida é fácil, mas fazemos questão de complicar cada pequena atividade ou situação. Complicamos muito mais por hábito do que por real necessidade. Um bom exemplo de que é possível simplificar a vida vem do Papa Francisco. O que mais me chama atenção nesse novo Papa é que suas lições minimalistas são feitas através do exemplo e não por discursos vazios. 

Antes de se tornar papa Jorge Mario Bergoglio já demonstrava um comportamento simplista. Era conhecido por morar em uma habitação modesta, por preferir fazer sua própria comida e por andar de metrô. Como papa seu comportamento minimalista continua e eu separei aqui algumas atitudes que podemos copiar para tornar a vida mais simples. 

Escolha a simplicidade. O novo papa escolheu ser simples e renunciar muitos símbolos de poder que acompanham o  papa. No pescoço ele usava uma cruz de aço e não se envergonhou de repeti-la mais de uma vez.  Também podemos escolher restaurantes mais simples, roupas mais simples e por que não menos problemas. 

Defina o mais importante. Papa Francisco pediu aos seus compatriotas argentinos que não viajasse a Roma para acompanhá-lo na missa de instalação como pontífice. Ele preferiu que usassem o dinheiro para ajudar os necessitados. Saber o que é importante para nossa vida é uma arte. Em um mundo de excessos somos incentivados a querer objetos, dinheiro, status. No entanto, será que tudo isso é realmente necessário?

Elimine o que não é necessário. O novo papa excluiu a parte da cerimonia que recebia presentes. Ele preferiu ganhar tempo e dinamizar a cerimonia. Me faço constantemente a seguinte pergunta: O que é possível reduzir para tornar a vida mais produtiva?

Bom, foi isso que eu observei.